Viva a Vida!

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Viver plenamente é um ato de coragem diante da situação em que eu e você nos encontramos, mergulhados num mundo contaminado pelo egoísmo, pelo medo, pela violência e pelo pessimismo.

Ao longo do tempo, por influência de fatores culturais, místicos e religiosos, a humanidade elaborou um inconsciente coletivo nefasto que trabalha contra a corrente da vida. Assim, afastamo-nos da divindade interior de forma tão profunda que se tornou difícil o realinhamento necessário para experimentar a vida plena a que temos direito.

Em nome de filosofias humanas desejosas por domínio e poder, o homem criou um deus profano que julga, pune, seleciona, condena e faz sofrer sua própria Criação. Assim, viver a vida com prazer, alegria, contentamento e abundância tornou-se pecado. Experimentar a plenitude passou a ser considerado quase uma heresia.

É hora de reavaliar o que nos coloca em oposição com a verdadeira corrente da vida e, por conseguinte, tudo o que vai contra o verdadeiro Deus, fonte de todo o bem, em nós e no mundo. Pense comigo: será que a Fonte que nos gerou seria tão mesquinha a ponto de condenar aquilo que vai contra nossa verdadeira natureza essencial? Seria pecado vivenciar plenamente nossos anseios, desejos e prazeres, inatos à nossa condição humana?

Pecar significa simplesmente errar o alvo. Outra tradução diz que a palavra pecado quer dizer pés defeituosos. Ora, o alvo maior da vida de qualquer ser humano é o bem-estar. Ninguém, em sã consciência desejaria viver em sofrimento, angustiado, doente ou pobre. Ter os pés defeituosos, em sentido figurado, significa que não somos capazes de percorrer o caminho certo, que nos traga alegria, saúde, abundância e realização pessoal.

Meu amigo! Minha amiga! Não existe um ser tirânico e cruel sentado em um trono afixado em determinado lugar, no alto do céu, agindo de forma sarcástica, julgando e condenando a nossa ignorância e nossas limitações de maneira cruel. Também não haverá um tempo específico, numa era vindoura, onde seremos julgados e condenados por nossas falhas humanas, tão comuns nesse nosso processo de descobertas e aprendizagens.

Adentramos neste mundo com a mente quase vazia e a consciência praticamente zerada. Assim, formos formados pelas concepções de mundo vigentes em nosso círculo social. Praticamente do nada fomos sendo constituídos, por influência de homens e mulheres limitados a um patamar evolutivo, delimitado pelo acúmulo do conhecimento secular da humanidade. Portanto, todos nós estamos suscetíveis a erros e acertos, o tempo todo.

Desde que nascemos, estamos em um processo de contínua aprendizagem. Só aprendemos de duas formas: pelo sofrimento provocado por nossos próprios erros ou pela observação, analisando os erros dos outros.

Ninguém é perfeito. Ser humano algum foi, é ou será santo, puro, sábio ou autossuficiente. Portanto, não há porque sermos condenados por nossa ignorância, diante do processo de evolução a que fomos apresentados. Expiar nossos erros neste Universo embasado na Lei de Causa e Efeito é algo natural e irrevogável.

Ser condenados de forma cruel e eterna pelos mesmos é apenas uma loucura imaginária de pseudossábios, quando não, falácia de usurpadores da boa fé alheia que utilizam a intimidação e o terror para estabelecer regras de poder e dominação.

Viva a vida, Aprendiz! Siga seu caminho na paz, acreditando em si mesmo e na fidelidade das Leis Universais que dá a cada um segundo o tamanho de sua consciência. Esqueça os deuses profanos inventados por mentes mesquinhas e passe a venerar a Infinita Sabedoria Universal que se regozija em repartir a Sua plenitude com toda a Criação.

Viva a vida. Ou melhor: Viva a vida!

Lembro-me quando eu era criança, no ano de 1986, quando uma emissora de televisão elaborou uma campanha onde veiculava cenas de praias brasileiras, certamente vislumbrando o estímulo ao turismo. No final de cada inserção publicitária o locutor dizia em alto e bom tom: Verão 86, viva a vida! Na minha santa ignorância juvenil, achava aquilo tudo um sonho distante, utópico, por conta da situação precária em que nos encontrávamos, eu e minha família.

Hoje, vejo que aquele círculo vicioso e infindável de sofrimento em que nos encontrávamos, devia-se a profundas concepções de mundo, limitadas e limitantes.

Apesar de toda mudança positiva alcançada por mim, por conta da alteração no padrão de minhas emoções, noto com certo pesar que muitos dos meus parentes permanecem presos ao mesmo ciclo de sofrimentos, perdas e limitações. Lamento, mas infelizmente não posso adentrar em suas consciências de maneira forçada e mudar suas vidas.

É bem provável que eu consiga alterar a percepção da grande maioria dos leitores deste artigo porque  estão receptivos e abertos ao que estou dizendo. Parece até uma ironia saber que posso ajudar centenas de pessoas antes de poder melhorar a vida de pessoas que amo desde há muito. Mas, a vida é assim. Toda mudança requer a plena aceitação interna antes que seja estabelecida externamente. E, não posso mudar ninguém, apenas apto um novo caminho, mais ameno, suave e feliz. Segui-lo ou não, depende de cada um, conforme a interpretação, a coragem e a vontade de crescer, evoluir e ser feliz.

Muitas pessoas interpretam a filosofia do Aprendiz erroneamente e saem fazendo tudo para aproveitar bem a vida. Erram mais uma vez e sofrem por isso. Perecem porque não percebem que, embora não condene, o Universo retribui cada ação ordinária, em justa medida, fazendo com que cada ato se pague a si mesmo.

Tudo está sob o crivo da Lei e todos os relacionamentos interpessoais se baseiam na aplicação da regra de ouro. Portanto, aja sempre com sabedoria, reconhecendo que nada escapa às Leis Universais e que tudo o que se faz retorna como recompensa ou expiação.

Viva a vida!

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Author: Francisco Ferreira, O Aprendiz

Francisco Ferreira, o Aprendiz, é terapeuta formado pelo Instituto Nefesh, Pós Graduado em Filosofia e Sociologia, com formação em PNL, Coaching, TFT, Cinesiologia Aplicada, EFT, Barômetro Emocional, dentre outros. Tem doze livros publicados, escreveu mais de quinhentos artigos de autoaperfeiçoamento e criou quinze métodos de desenvolvimento pessoal.

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