O Crescimento Econômico e o Desenvolvimento Econômico Sustentável

O Sistema Econômico deve se ocupar do elevado grau de sustentabilidade do desenvolvimento, daí a importância de termos claro o alcance do Crescimento Econômico e o do Desenvolvimento Econômico Sustentável. 
Podemos dizer que, mesmo quando o país proporciona o Crescimento Econômico, este pode degradar a qualidade de vida da sociedade. Para isto, basta que a taxa de crescimento da economia, seja inferior à taxa de crescimento da população, ou seja, a economia pode crescer e a população pode perder qualidade de vida até então conquistada.
Por outro lado quando o país proporciona o Desenvolvimento Econômico, estamos afirmando que a qualidade de vida da sociedade alcança um novo patamar, tanto no aspecto ambiental, econômico e social, ou seja, estamos vivendo um desenvolvimento econômico sustentável..
Em verdade, esta expressão surge pela primeira vez em 1980, no documento denominado World Conservation Strategy, produzido pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e World Wide Fund for Nature – WWF.
Para a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD), conhecida como Comissão Brundtland, desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das gerações futuras de atenderem as suas necessidades. Em sua extensão maior, desenvolvimento sustentável compreende uma estratégia mundial para a conservação da natureza e, necessariamente deve alcançar os seguintes objetivos:
•    Manter os processos ecológicos essenciais e os sistemas naturais vitais necessários à sobrevivência e ao desenvolvimento do ser humano;
•    Preservar a diversidade genética; e
•    Assegurar o aproveitamento sustentável das espécies e dos ecossistemas que constituem a base da vida humana.

Gro Harlem Brundtland, presidente da CMMAD, em 1982, quando perguntado se suas observações sobre desenvolvimento sustentável se limitavam apenas às questões ambientais, salientou:

“O meio ambiente não existe como uma esfera desvinculada das ações, ambições e necessidades humanas, e tentar defendê-la sem levar em conta os problemas humanos deu à própria expressão meio ambiente uma conotação de ingenuidade em certos círculos políticos. Também a palavra desenvolvimento foi empregada por alguns num sentido muito limitado, como o que as nações pobres deviam fazer para se tornarem ricas e por isso passou a ser posta automaticamente de lado por muitos, no plano internacional, como algo atinente a especialistas, àqueles ligados a questões de assistência ao desenvolvimento. Mas é no meio ambiente que todos vivemos; o desenvolvimento é o que todos fazemos ao tentar melhorar o que nos cabe neste lugar que ocupamos. Os dois são inseparáveis.” (CMMAD, 1988).

Ainda segundo a Comissão Brundtland, na sua essência, o desenvolvimento sustentável pode ser entendido como: “Um processo de transformação no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e aspirações humanas”. (CMMAD, 1988).

Com isto, a manutenção da capacidade do planeta para sustentar o desenvolvimento estaria garantida já que indicaria melhoria da qualidade de vida da sociedade, respeitando os limites da capacidade dos ecossistemas; indicaria a conservação da base de recursos naturais e a utilização de recursos renováveis de acordo com a sua capacidade de reprodução, ou seja, o desenvolvimento deve apoiar-se nas pessoas e suas comunidades e na conservação da biodiversidade e dos processos naturais que sustentam a vida na Terra, tais como os que reciclam a água, purificam o ar e regeneram o solo.

É importante salientar que o Desenvolvimento Sustentável, como conceito, não está contra os interesses econômicos, mas a favor da formação de uma consciência e conduta baseadas na realidade histórica e presente para a proteção e salvaguarda do futuro da humanidade. Um outro aspecto a ser enfatizado, é que a sustentabilidade ambiental só é possível com justiça social.

A miséria e a conseqüente luta desesperada pela sobrevivência degrada tanto o meio ambiente quanto o luxo e a riqueza dos povos desenvolvidos. Ambos os extremos são perniciosos. Portanto, é necessário que se compreenda que a questão ambiental é, antes de tudo, uma questão social. Toda ação que busca a igualdade social de oportunidades, a democracia e a liberdade é uma ação ambientalmente sustentável. Quem encara a dinâmica ambiental apenas como uma questão técnica, comete um erro irreparável.

O mercado tem uma lógica própria, que não é a lógica do desenvolvimento equilibrado. O capital sempre avança sobre o mundo natural. Essa é uma regra. Ao implementá-la, o mercado quebra a lógica ambiental, pois não leva em conta a finitude dos recursos naturais, a capacidade suporte da localidade, o equilíbrio milenar das cadeias alimentares envolvidas, a fragilidade dos componentes vitais dos ecossistemas e outras leis naturais.

A equação é a seguinte: como crescer sem destruir? Como compatibilizar crescimento econômico e equilíbrio ambiental? Essa é a equação que se coloca para a humanidade. Como a humanidade pode crescer poupando os sistemas ambientais? Não só preservar, mas também melhorar o que ao longo da humanidade se destruiu?

A economia é uma invenção humana; o homem é uma invenção da natureza. Mais que isso: o ser humano é a parte pensante da natureza. Assim, é sua a opção de conservar ou degradar; deixar viver ou retirar a vida; manter ou extinguir uma espécie. Ele é o único dentre as espécies que pode optar entre destruir uma floresta e desfrutar dela mantendo-a em pé. Dessa forma, a sustentabilidade é, antes de tudo, uma opção: crescer destruindo ou preservando?

Por ser opção, o desenvolvimento sustentável é uma questão absoluta de Ética Ambiental, e esta deve ser entendida como aquela que vai induzir a reflexão sobre o que é certo e errado ambientalmente, vai refletir sobre os impactos de uma ação no campo ambiental, suscitando perguntas do tipo: qual o impacto da extinção de uma única espécie? O que é melhor, preservar uma região ou trazer riqueza para seus habitantes?  A extinção de uma espécie animal é um preço aceitável a pagar por maiores oportunidades de empregos? Uma floresta deverá manter-se intocada ou será que deve ter explorado à exaustão seu recurso medicinal e biológico?

A Ética Ambiental tem seu posicionamento centrado na VIDA, portanto muito além da ótica da ética centrada no HOMEM e na ética centrada nos ANIMAIS. Na ética centrada na vida, ao decidirmos como devemos agir, devemos levar em conta o impacto de nossas ações sobre tudo o que é vivo.

Entramos aí no conceito de holismo ecológico que considera duas coisas como eticamente importantes: a biosfera como um todo e os grandes ecossistemas que a constituem. Infelizmente, quando das decisões sobre as questões chaves da economia, os seres vivos (animais, plantas, rochas, moléculas etc) que constituem esses grandes ecossistemas não são eticamente considerados, pois, na visão do capitalismo selvagem, eles só importam na medida em que contribuem para a manutenção do todo mais significativo ao qual pertencem.

Nesta questão, é válido considerar que a preservação do ecossistema da Amazônia, por exemplo, é mais importante do que a oferta de empregos gerada pela instalação de uma indústria na região, em outras palavras, a política ambiental de um governo deve ter uma clara opção ética e moral pela vida e pela importância capital de todos os seres que habitam a Terra.

Assim como a foice, a enxada e o ancinho em um dado momento constituíram uma família de técnicas, são essas famílias de técnica que transportam uma história e, cada sistema técnico representa uma época.

Na era do Conhecimento, o sistema de técnicas atuais contempla a informática, a realidade virtual, as operações cirúrgicas interativas, os hackers, a vida artificial, a nanotecnologia, enfim, uma aldeia virtual global que se comunicam entre si, em uma total convergência dos momentos, assegurando a simultaneidade das ações e, por conseqüência, acelerando o processo histórico do desenvolvimento.

São estes aspectos, fundamentados na geração do conhecimento, da inovação e da capacidade de utilizá-las, que se constituem a verdadeira diferença entre os países cujos cidadãos são capazes de realizar plenamente o seu potencial como seres humanos, e aqueles que não tem esta capacidade.

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