Fobias e terapia de regressão

Há evidências de que a recordação de outra existência por meio de hipnose pode ser usada com êxito para fins terapêuticos. Vou citar a quarta capa de um livro do gênero, sucesso de vendas:

Uma cega cura-se quando se confronta com aquilo que ela não quis ver há cem anos… Uma anoréxica compensa uma vida anterior de ambição sem limites… Um covarde revive seu próprio homicídio… (Goldberg, 1982.)

Tais livros contam que a recordação de outra vida pode ser terapêutica. Minha primeira tendência, como a de tantos cientistas, foi descartar esse fato como um mero truque terapêutico com pouca ou nenhuma substância, mas diversas coisas contribuíram para que eu mudasse de idéia.

Primeiro, e mais importante, passei por uma regressão de memória para vidas passadas na década  de  1970. Embora  saiba  como  é  difícil  distinguir  a  fantasia  pura  e simples daquilo que vi durante as sessões, ainda assim dois episódios marcaram-me fortemente com relação às minhas tendências psicológicas. Segundo, discuti pessoalmente o assunto com terapeutas especializados em regressão, como Roger Woolger, e a metodologia empregada me parece extremamente plausível. Terceiro,  ao  longo  dos  anos,  tenho  ouvido  muitas histórias de regressão a vidas passadas em conexão com minhas viagens e/ou em conexão com minhas aulas, e diversas delas parecem sólidas. Vou dar um exemplo de uma mulher que assistiu a um de meus cursos sobre “Física da alma”. Em suas próprias palavras:

Meus estudos espirituais começaram… de maneira aparentemente acidental. Eu era membro de uma igreja tradicional, tinha 20 anos e casara-me recentemente. Não tinha interesse algum em estudar a espiritualidade — a minha vida estava ótima do jeito que estava. Nesse ponto, a carreira de meu marido na Força Aérea nos levou a outra cidade, e comecei a lecionar… Pouco depois, as coisas come- çaram a acontecer.

O estresse causado pela mudança para longe de minha família, o início de uma carreira e o casamento recente receberam um impacto adicional: meu marido teve de fazer um treinamento de dois meses em outra cidade. Alguma coisa nessa experiência provocou uma reação extremada em mim — algo que nunca tinha sentido antes e com a qual não tinha como lidar.

Fiquei muito ansiosa e com medo  de  ser  “deixada  para  trás”  por  meu  marido,  que  estava  fazendo  seu treinamento longe de casa.

Conhecia outras esposas de aviadores na mesma situação, que lidavam com o problema de maneira bem diferente, e assim eu sabia que minha reação foi desmedida. Até aquele momento, eu tinha lidado bem com o estresse — trabalhara, freqüentara a faculdade e me mudara com freqüência, pois meu pai era da Marinha. Por isso, quando comecei a ficar tão ansiosa que passei a ter crises e depressão, fiquei muito intrigada.

Meu estado de espírito anterior era tão normal que nem tive palavras para descrever o que estava sentindo… Isso deixou em alerta meus mecanismos de defesa emocional, e tentei desesperadamente recuperar meu equilíbrio mental e emocional. Como sempre tive uma conexão com a espiritualidade por meio de minha religião, pedi ajuda ao nosso ministro. Essa fonte não me deu alento.

O que eu estava sentindo era estranho para ele. Alguma coisa em mim sentiu-se traída. Sempre seguira todos os preceitos da igreja para poder ir para o Céu quando morresse, mas estava vivendo um verdadeiro inferno na Terra naquele momento!

Comecei a procurar respostas fora da igreja, lendo tudo que pudesse ter respostas para mim. Nesse período de procura, encontrei trabalhos sobre Edgar Cayce, nos quais a reencarnação era mencionada. Foi minha primeira exposição ao conceito. Fez sentido para mim, e li mais.

Encontrei os livros de Ruth Montgomery, em especial O aqui e o além. Esse livro foi uma dádiva dos céus para mim naquela época. Nele, a Sra. Montgomery explica o conceito da reencarnação e dá exemplos de pessoas que encontraram ajuda e conforto descobrindo suas vidas passadas. E, no final do livro, ela explica como uma pessoa pode entrar em um estado meditativo e começar a se recordar de suas próprias vidas passadas. Comecei a fazer isso, e as lembranças vieram rápida e facilmente.

O enigma começou a ser resolvido. A primeira recordação que tive foi de uma vida com meu marido, cem anos antes. Naquela época, a da Corrida do Ouro, eu morava em Denver, no Colorado. Eu era uma dançarina em um bar, e minha tarefa era distrair os fregueses (com certeza, não era uma profissão muito respeitável pelos meus padrões atuais!) No entanto, naquela época, e devido às circunstâncias, foi a única forma de sustento que eu consegui.

Tudo ia bem, até que um forasteiro (meu marido na vida atual) chegou à cidade e foi ao bar onde eu trabalhava. Houve um reconhecimento instantâneo entre nós. (Depois descobri que tínhamos tido muitas vidas juntos antes dessa.) Senti imediatamente a conexão e quis ir-me com ele, deixando a vida no bar. Entretanto, ele procurava ouro, vivendo com todos os seus bens atados a uma mula.

Ele não tinha como sustentar uma esposa ou família. E me deixou lá. Aquela vida, que até então fora aceitável, começou a parecer sórdida e indesejável. Daquele ponto em diante, naquela existência, entrei em um estado de desespero e acabei sendo assassinada em meu leito.

A percepção das semelhanças fez sentido no mesmo instante e entendi por que estava me sentindo tão ansiosa e receosa. Embora não possa dizer que minha cura tenha sido instantânea, certamente abriu as portas da compreensão para que minha consciência encontrasse a cura. [Eu poderia dizer que “a consciência é a base para toda cura”.]

Alguma coisa em mim lembrou-se de que ele me abandonara antes, não por sua opção, tal como hoje. Alguma coisa em mim lembrou-se de que fiquei abatida. E alguma coisa em mim lembrou-se de que eu quis morrer, e quis com tanta força que acabei atraindo as circunstâncias para que isso acontecesse. E senti que tudo estava acontecendo novamente! Naturalmente, ficava aterrorizada quando dormia sozinha, pois sabia o que tinha acontecido antes. O mistério começou a se esclarecer e minha paz de espírito voltou.

Até essa época, duvido que alguma coisa pudesse me convencer da validade da reencarnação, exceto uma experiência direta com  ela.  Por  isso, compreendo muito bem quando encontro quem não a aceita. É algo que precisamos vivenciar para acreditar de fato. Do contrário, é apenas uma teoria interessante. Para mim, não é uma teoria. É uma realidade que salvou minha vida, de maneira bem literal, ou que, no mínimo, salvou-me da insanidade (Anônima, comunicação particular com o autor).

Enquetes feitas por pesquisadores sérios durante sessões de regressão também embasam a reencarnação. Veja, por exemplo, a pesquisa de Helen Wambach.

Wambach pesquisou 1.088 casos de regressão e tabulou a distribuição das vidas passadas recordadas em função de sexo, raça e classe socioeconômica, chegando a correlacionar os dados com a curva de crescimento da população. Ela descobriu que, independentemente do sexo do paciente em regressão, suas vidas anteriores distribuíram-se de maneira bem uniforme segundo o sexo: 50,6% foram homens e 49,4% foram mulheres, uma correspondência quase exata com a distribuição de gênero na população atual.

O mesmo resultado foi encontrado para a distribuição por raças, embora os pacientes de Wambach fossem brancos, em sua maioria. De modo análogo, a distribuição socioeconômica de vidas passadas acompanha as tendências históricas. Entre as vidas mais antigas recordadas, apenas uns 10% eram da classe mais alta, e o resto eram pobres. Mas as porcentagens mudaram nos casos mais modernos, também de acordo com a mudança no espectro socioeconômico.

E  é  interessante  ver  que  a  distribuição  no  tempo  dessas  vidas recordadas acompanha a curva empírica de crescimento populacional. Então, temos  aqui  outra  resposta  ao  paradoxo  da  população  apresentado  pela hipótese  reencarnatória.  Como  um  número  fixo  de  almas  acompanha  a explosão populacional? A resposta de Wambach: as almas reencarnam com freqüência cada vez maior. (Esta pesquisa foi relatada em Viney, 1993.)

Do livro: A Física da Alma: A Explicação Científica para a Reencarnação, a Imortalidade e as Experiências, de Amit Goswami. Leia o livro clicando na capa a seguir.

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