Errar é Humano?

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Geralmente temos sentimentos extremamente negativos com relação aos nossos erros passados. Quando se trata algo conscientemente repetitivo existe uma razão intrínseca ao sentimento de culpa. Mas, quando erramos da primeira vez, por conta do desconhecimento da ação correta, não existe razão para nos sentirmos culpados.

O sentimento de culpa é um alerta e ajuda-nos na senda da evolução. Todas as grandes religiões do mundo falam sobre a necessidade do arrependimento. O problema é quando isso se torna algo exagerado.

Dependendo da nossa formação, geralmente seguimos um dos seguintes caminhos diante do erro: justificamos ou ignoramos nossas falhas, culpamos os outros ou a nós mesmos. E assim, desperdiçamos a oportunidade que o Universo nos oferece. Ora, estamos em uma fase de aprendizagem dentro de um processo evolutivo no qual os erros constituem nossos melhores mestres.

Há um ditado que diz: Errar é humano; persistir no erro é burrice. A frase é um tanto grotesca e poderia ser corrigida da seguinte forma: errar é humano; deixar de aprender com o erro denota falta de bom senso e inteligência. O erro um processo intrínseco a nossa condição de aprendizes. Precisamos ampliar o leque da nossa percepção de forma a transformá-lo em aliado ao nosso crescimento interno e externo.

O primeiro passo para aprender com nossos erros requer que olhemos para os mesmos com visão macro, procurando vislumbrar a oportunidade de crescimento que eles poderão proporcionar.

O sentimento de culpa é algo que deve ser minimizado diante da perspectiva do erro. Caso contrário, afundamos num mar de autopunição e autocomiseração. O hábito de procurar culpados também não leva a lugar nenhum.

Ninguém poderá ser condenado por nossa condição atual. Somos o que somos porque nossa consciência é essa. Somente através da ampliação da percepção é que podemos subjugar nosso pequeno eu e suprimir nossos erros atuais. E, isso se faz com observação, estudo, análise, ou seja, com autoconhecimento.

É necessário encarar de frente nossos sentimentos e atitudes, vislumbrando não apenas o que há de bom, mas também nossas sombras. Caso contrário, cedo ou tarde o nosso inconsciente ficará saturado com aquilo que pretensiosamente buscamos esconder de nós mesmos ou do mundo. Diante disso, uma explosão interior fará com que a sujeira aflore à superfície sob a forma de depressão, fobia, doença e fracasso.

Quando algo bom ou mau se manifesta no plano físico, representa o último aspecto de um ato criativo que vem de muito longe. Certamente houve todo um processo engendrado e gerado no plano inconsciente, quer isso tenha sido feito de forma proposital ou não. Então, torna-se urgente a necessidade de haver uma reabilitação da nossa condição de mediadores conscientes de nossos pensamentos, sentimentos e atos.

O medo de errar mina muitas possibilidades de sucesso e a inércia provocada por esse temor nunca será um caminho viável. A maioria das pessoas perde o melhor da vida por temer o fracasso e o sofrimento advindos de suas ações e atitudes.

É necessário estar bem preparado para enfrentar os obstáculos com otimismo e disposto a aprender com os possíveis erros que poderemos cometer. Cada instante da vida é um mergulho na corrente da incerteza. A mudança é uma constante nesse mundo em que vivemos e estamos sempre predispostos a acertar ou errar. Quem tiver coragem para encarar essas possibilidades de frente, certamente irá acertar muito mais do que errar.

O medo, o comodismo e a estagnação provocados pela perspectiva da mudança são sempre nossos maiores vilões. É preciso estar disposto a tentar, fracassar e tentar de novo, até acertar. Mais que isso, é necessário ter a mente aberta para a perspectiva de aprender sempre, tanto com os acertos quanto com os erros cometidos.

Aceitar os erros como aliados no nosso processo de evolução não significa focar a mente nos problemas. Obviamente, nosso foco deve ser os pensamentos positivos, as boas emoções e as ações corretas e eficazes. Mas precisamos estar preparados para reconhecer que não existe um caminho perfeitinho, sem nenhum obstáculo.

A vida é tecida mediante o desafio apresentado a cada momento. A diferença entre o ser mediano e aquele que acredita na vitória do bem, está apenas em aprender a subjugar o mal de forma a transformá-lo em aliado no seu processo de evolução e crescimento.

Busque a vida plena. Acredite na inexorabilidade das Leis Universais. Mas esteja sempre consciente de que você está inserido em um contexto dual, onde seu crescimento dependerá sempre da sua luta diante da natureza dos opostos. A sua vitória nesse combate não se dá mediante o desfecho final, mas na alegria de superar-se a cada dia.

Aceite a sua condição de Aprendiz e viva na alegre expectativa de que você poder ser melhor. Aprenda com seus erros e esteja disposto a levantar-se após cada pequeno tombo que a vida possa lhe proporcionar. O melhor da vida está na alegria da superação, na descoberta do novo e na perspectiva da mudança.

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Author: Francisco Ferreira, O Aprendiz

Francisco Ferreira, o Aprendiz, é terapeuta formado pelo Instituto Nefesh, Pós Graduado em Filosofia e Sociologia, com formação em PNL, Coaching, TFT, Cinesiologia Aplicada, EFT, Barômetro Emocional, dentre outros. Tem doze livros publicados, escreveu mais de quinhentos artigos de autoaperfeiçoamento e criou quinze métodos de desenvolvimento pessoal.

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