A preguiça atrapalha a prosperidade

Clique no player para ouvir este conteúdo

Pessoas ocupadas são, com freqüência, preguiçosas. Todos nós conhecemos histórias do homem de negócios que trabalha arduamente para ganhar dinheiro. Ele dá duro para ser um bom provedor de sua mulher e de seus filhos. Ele passa longas horas no escritório e leva trabalho para casa nos fins de semana. Um dia, ao chegar em casa, encontra-a vazia. Sua esposa foi embora com as crianças. Ele sabia que estava tendo problemas com a esposa, mas em vez de esforçar-se em fortalecer a relação, ele se dedicou ao trabalho. Desiludido, seu desempenho no emprego declina e ele é demitido.

Hoje em dia, encontro freqüentemente gente muito ocupada para cuidar de sua riqueza. E há pessoas muito ocupadas para cuidar da própria saúde. A causa é a mesma. Estão ocupadas e continuam ocupadas como forma de evitar algo que não desejam enfrentar. Ninguém precisa lhes dizer isso. No seu íntimo elas sabem. De fato, se você falar sobre o assunto com elas, elas respondem muitas vezes com raiva ou irritação.

Se não estão ocupadas com o trabalho ou com as crianças, muitas vezes estão ocupadas assistindo à televisão, pescando, jogando golfe ou fazendo compras. Contudo, lá no fundo sabem que estão fugindo de algo importante.

Essa é a forma mais comum de preguiça. A preguiça mantendo-se ocupado.

E qual é a cura para a preguiça? A resposta está em um pouco de ambição. Muitos de nós fomos educados pensando que a ambição ou a ganância é algo ruim. “Pessoas gananciosas são más”, dizia minha mãe. Contudo, todos nós temos o desejo de possuir coisas belas, novas ou empolgantes. Para manter essa emoção de desejo sob controle, muitas vezes os pais encontram formas de suprir esse sentimento com culpa.

“Você só pensa em você mesmo, não sabe que tem irmãos e irmãs?” – era uma das frases favoritas de minha mãe. Ou “Você quer que eu compre o que para você?”, repetia meu pai. “Você pensa que fabricamos dinheiro? Você pensa que o dinheiro dá em árvore? Você sabe que não somos ricos.”

Não eram tanto as palavras, mas o sentimento de culpa que as acompanhava, o que me deixava possesso.

O reverso da criação desse sentimento de culpa era: “Sacrifico minha vida para lhe comprar isto. Estou comprando para você porque nunca tive coisas assim quando criança.” Tenho um vizinho que está totalmente falido, mas que não consegue colocar o carro na sua garagem. A garagem está cheia de brinquedos das crianças. Esses garotos mimados têm tudo o que sonham. “Não quero que saibam o que é passar necessidade”, diz o pai.

Ele não tem um tostão guardado para mandar os filhos para a universidade ou para ele mesmo se aposentar, mas seus filhos têm todos os brinquedos possíveis. Recentemente recebeu pelo correio um novo cartão de crédito e levou os filhos para conhecer Lãs Vegas. “Faço isso pêlos garotos”, diz com ar de grande sacrifício.

Pai rico proibia que se dissesse “Não dá para comprar”.

Na casa de minha família de verdade, escutava isso a toda hora. Já pai rico queria que seus filhos dissessem: “Como posso comprar isso?” Ele considerava que as palavras “Não dá para comprar” fechavam o cérebro. Você não precisava pensar mais. “Como posso comprar isso?” era uma forma de abrir a mente. Obrigava você a pensar e buscar alternativas.

Mais importante do que isso, ele considerava que “Não dá para comprar” é uma mentira. E o espírito humano sabe disso. “O espírito humano é poderoso, muito poderoso”, dizia. Quando sua mente preguiçosa repete “Não dá para comprar”, uma guerra se estabelece dentro de você. Seu espírito se enfurece, e sua mente preguiçosa deve defender a mentira dita. O espírito grita: “Vamos. Vamos para Academia fazer exercícios”. E a mente preguiçosa responde: “Estou cansada. Trabalhei muito hoje.” Ou o espírito humano diz: “Estou cansado de ser pobre. Vamos sair daqui e enriquecer.” E a mente preguiçosa fala: “Pessoas ricas são gananciosas. Além disso, dá muito trabalho. Não é seguro. Posso perder dinheiro. Do jeito que está já trabalho muito. Já tenho que fazer coisa demais no emprego. Veja o que tenho que fazer hoje à noite. O chefe quer que eu entregue de manhã.”

“Não dá para comprar” também traz tristeza. Uma sensação de desamparo que leva ao desânimo e muitas vezes à depressão. “Apatia” é outra palavra que se aplica. “Como posso comprar isso?” abre possibilidades, empolgação e sonhos. Pai rico não estava tão preocupado com o que você queria comprar, mas esse “Como posso comprar isso?” fortalecia a mente e dinamizava o espírito.

Assim, raramente ele dava alguma coisa a Mike ou a mim. Em vez disso perguntava “Como você pode comprar isso?”, e isso incluía a mensalidade da universidade que nós tínhamos que pagar com nosso dinheiro. Não era o objetivo, mas o processo de atingir o objetivo que desejávamos o que ele procurava passar para nós.

O problema é que hoje sinto que milhões de pessoas se sentem culpadas por sua ambição. E um condicionamento que vem da infância. Elas desejam ter as melhores condições que a vida oferece. A maioria foi condicionada, entretanto, a dizer subconscientemente “Você não pode ter isso” ou “Você não conseguirá comprar isso nunca”.

Quando decidi sair da Corrida dos Ratos, havia uma questão simples:

“Como posso conseguir não voltar a trabalhar mais?” E minha mente começou a disparar respostas e soluções. A parte mais difícil foi romper com os dogmas de minha família de verdade… “Não podemos comprar isso” ou “Pare de pensar só em você” ou “Por que você não pensa nos outros?” e outras expressões parecidas que se destinavam a criar culpa e suprimir minha ambição.

Assim, como combater a preguiça? A resposta está em um pouco de ambição. É como diz aquela estação de rádio, a WII-FM, O que há aí para mim? A pessoa precisa sentar e pensar. “O que há aí para mim se sou saudável, sexy e tenho boa aparência?” “Como seria minha vida se eu nunca tivesse que voltar a trabalhar?” “O que seria de mim se eu tivesse todo o dinheiro de que preciso?” Sem esse pouco de ambição, não há o desejo de ter algo melhor, de progredir. Vamos à escola e estudamos muito porque queremos algo melhor. Então sempre que você se flagrar evitando algo que você sabe que deveria fazer, a única coisa a fazer é perguntar-se O que há aí para mim? Seja um pouco ambicioso. É a melhor cura para a preguiça.

Contudo, ambição demais, como todo exagero, não é bom. Mas lembre que Michael Douglas falava no filme Wall Street: “A ambição é boa.” Pai rico falava de forma diferente: “A culpa é pior do que a ambição, pois a culpa nos rouba a alma.” E, para mim, quem falou melhor foi Eleanor Roosevelt: “Faça o que seu coração acha certo – de qualquer forma você será criticado. Você estará perdido se fizer e perdido se não fizer.”

Do livro: Pai rico, pai pobre: Edição de 20 anos atualizada e ampliada, de Robert T. Kiyosaki. Leia o livro todo clicando na imagem a seguir.

Ajude-nos a continuar disseminando gratuitamente ideias que edificam e inspiram. Faça a sua doação para o Projeto Academia do Aprendiz através do botão abaixo.
CLIQUE NA IMAGEM A SEGUIR, CADASTRE-SE E COMECE A CRIAR SEUS DECRETOS DE PODER GRATUITAMENTE.

 

 

 

LIVROS DO CRIADOR DA ACADEMIA DO APRENDIZ
Clique nas imagens para ler um trecho gratuitamente

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.