A Melhor Maneira de Viver

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A vida é um aprendizado constante e dinâmico. E, diante da incógnita apresentada pela existência a cada momento, a melhor maneira de viver está na capacidade de adaptação e na entrega total ao fluxo da incerteza.

Calma! Vou explicar.

Quem acompanha A Casa do Aprendiz há muito tempo e tem um olhar mais crítico pode perceber diversas fases no meu processo de autoconhecimento. Isso está evidenciado nos artigos que escrevi, já que o meu processo de criação literária reflete as mudanças em meu viver.

Eu trabalhei minha essência por anos a fio, aparando arestas e aprimorando minhas concepções de mundo. Primeiramente, agi no nível mental, depois no místico-filosófico e, finalmente, no espiritual, onde tento me manter até hoje, levando adiante a visão de uma espiritualidade mais leve e amena.

De todo meu aprendizado na senda do autoconhecimento, ficou uma certeza evidente acerca do modus operandi cósmico: o Universo é extremamente responsivo. Isso significa que o Criador está aberto a toda e qualquer manifestação positiva de nossa parte, independente da origem, da crença ou da corrente espiritual existente por detrás da nossa motivação.

Eu diria que a natureza da fé, da religião e, mesmo da filosofia, não são levadas em conta pela Força Superior que governa o universo. Até porque, para uma Inteligência Infinita, não há diferença nenhuma entre o mais inteligente e o mais inculto dos homens.

Estamos todos no mesmo barco. Somos todos iguaizinhos perante a Sabedoria Infinita do Centro Criador. A diferença que vemos está toda embasada na pretensão e na soberba. Ricos e pobres, inteligentes e incultos, brancos e negros… Tudo igual. No nível do Divino não há distinção.

A maior amarra que nos prende ao interminável ciclo do sofrimento provém da soberba. Pretender que a nossa verdade seja, de fato, A VERDADE, é nosso maior erro. É preciso superar essa fase do ego profano se desejamos alcançar o limiar da visão superior e, por conseguinte, viver de maneira plena.

Quando eu agia apenas no nível racional mediante a adoção da filosofia do poder da mente, acreditava que poderia obter o controle das coisas através do domínio do pensamento. Ledo engano! Eu estava enganado.

O meu esforço em pensar positivo e a energia dissipada para direcionar o foco da mente racional consistiram numa faca de dois gumes. Enquanto ocorriam melhoras significativas em algumas áreas, pioras crescentes assolavam outras.

A ciência do poder da mente trouxe muitas coisas boas para a minha experiência de vida. Mas, tenho que confessar uma coisa: a tentativa de controle do pensamento requeria um esforço hercúleo, nem sempre benéfico, que fez nascer uma inimiga interna muito poderosa: a ansiedade.

O desejo de ser e ter gera a antítese do ser e do ter. Isso é fato.

Infelizmente ou felizmente, a gente só aprende os segredos do caminho caminhando. Digo isso porque aprendi a duras penas que eu nunca seria capaz de influenciar significativamente no processo criativo agindo apenas no nível do pensamento.

Havia uma força maior, mais sutil e mais complexa a ser domada dentro de mim: a emoção. Só percebi isso quando passei a entender que eu era moldado pelos sentimentos que tinha e não apenas pelos pensamentos que cultivava.

Uma das facetas do processo criativo, percebida a duras penas em certo estágio do meu despertar, foi o fato de que pensar uma coisa e sentir outra, anula todo processo criativo. Pior que isso foi reconhecer o quão difícil é sentir aquilo que eu ainda era ou tinha.

Viver bem é uma arte, Aprendiz. Julgar o mundo e culpar os outros por nossos erros é fácil. Difícil é subjugar a si mesmo e encontrar forças para sentir aquilo que se deseja ser, fazer ou ter. Mas afirmo categoricamente que quem consegue essa proeza cria grandes milagres de curas físicas, psicológicas e financeiras.

O X da questão é: dominar as emoções. Mas isso não é fácil. Aliás, é muito difícil, principalmente nas instâncias com bloqueios profundamente enraizados desde a infância.

Muitas vezes, os sentimentos que brotam da alma são tão poderosos que todo esforço é inútil. Mas, o que parecia ser o fim ou um muro intransponível, pode desvelar um novo recomeço. No meu caso, os bloqueios emocionais vieram como uma sentença: voltar à estaca zero, ou seja, o nível espiritual. Foi justamente aí que descobri a melhor maneira de viver.

Na espiritualidade pude comprovar a pequenez humana. É nesse campo que eu descobri o quanto me afastei da Fonte e o tanto de dor que isso ocasionou.

Eureca! Eureka!

A melhor forma de viver está na entrega total ao fluxo da incerteza sabendo que o mesmo é todo gerenciado por uma Instância Superior que não comete erros, não cria injustiça e nunca permite que uma boa ação passe em branco, sem a devida paga.

Isso tudo que acabei de dizer, pode parecer pouco para quem busca viver embasado no ego profano. Parece loucura para aqueles não entendem que o mundo físico é apenas um reflexo e uma ilusão. Mas, é algo próximo do Nirvana para quem entende que tudo, absolutamente tudo, tem origem em uma matriz espiritual perfeita.

Viver bem é uma arte, Aprendiz. É a arte da entrega total.

Entregue-se ao Divino e procure viver intensamente a beleza de cada momento sem medo, sem culpa e sem ansiedade.

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Author: Francisco Ferreira, O Aprendiz

Francisco Ferreira, o Aprendiz, é terapeuta formado pelo Instituto Nefesh, Pós Graduado em Filosofia e Sociologia, com formação em PNL, Coaching, TFT, Cinesiologia Aplicada, EFT, Barômetro Emocional, dentre outros. Tem doze livros publicados, escreveu mais de quinhentos artigos de autoaperfeiçoamento e criou quinze métodos de desenvolvimento pessoal.

3 Replies to “A Melhor Maneira de Viver

  1. Viver é SIMPLES, só não é FÁCIL. Achar a sintonia é até SIMPLES, porém não é FÁCIL manter-se nela.
    Paz e Luz a todos !!!

  2. Todo o texto é exatamente como eu me sinto. O momento quando eu sou mais feliz é aquele que “me esqueço” e “sou nada”. Uma paz me invade… Sinto-me, então, plena e livre. Só que não demora muito para tudo retornar ao que era. Acredito que a maior proeza é manter-se na vibração… Abraços! Gratidão e Amor.Santana.

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