A Grande Batalha

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A grande batalha celestial descrita de forma alegórica em muitos compêndios esotéricos é na verdade uma luta interna entre você e você mesmo.

Durante essa semana, um professor do meu curso de pós-graduação mencionou sobre o fato de que só subimos na vida quando utilizamos os obstáculos do caminho como aliados. Em seguida, rodou no datashow uma pequena animação em vídeo onde um homem pré-histórico faminto, sedento, triste e desanimado caminha por uma região árida.

De repente, o personagem do vídeo avista ao longe uma vasta floresta, entrecortada por um rio caudaloso, seguramente, rica em água e alimentos. Caminhando eufórico sobre um terreno irregular cheio de pedras pontiagudas que lhe ferem os pés, finalmente o sujeito chega à base de uma muralha de pedra que separa o deserto da floresta. O problema é que a muralha é de uma extensão imensa e muito alta, praticamente vertical, sendo portanto, intransponível.

Depois de um lapso momentâneo de desânimo o homem grita: Eureka. Surge-lhe uma ideia criativa: utilizar as pedras do caminho para construir uma escada. O filme é interrompido pelo professor exatamente nesse ponto, justamente para incitar a nossa percepção, fazendo-nos compreender que, verdadeiramente, nossos obstáculos internos podem servir de escada para alcançarmos os nossos objetivos.

Reportando novamente à excelente aula de Psicologia dessa semana, lembro-me que o professor disse que os homens vencedores são aqueles que, primeiramente, ganham a batalha contra seus próprios demônios, representados pelos medos, fobias e traumas do passado. Visando evidenciar sua fala, passou alguns recortes do filme Batman Begins

No vídeo, o principal personagem, ainda menino, cai em um poço cheio de morcegos. Em outra cena, um criminoso mata seus pais quando ele ainda é uma criança. Justamente por conta desses dois terríveis traumas vividos, surge o homem morcego, apto a lutar contra o crime.

A psicologia pura do filme sugere que o medo de algo só pode ser suprimido quando encarado de frente como o fez Batman. Para perder o medo de morcegos, virou um deles. Visando suprimir a dor de presenciar a morte dos pais por um criminoso, engajou-se na batalha contra o crime.

Recebo semanalmente dezenas de e-mails de pessoas que se frustraram com a prática do pensamento positivo. Sempre respondo que a mente pensante é apenas a ponta do grande iceberg representado pela nossa essência.

Pensar positivo de maneira puramente racional não nos leva alugar algum. O pensamento só serve de estopim quando se trata do processo criativo. O grande “boom” que provoca a resposta cósmica advém daquilo que verdadeiramente sentimos na alma.

Mudar os pensamentos pode levar a uma alteração no nosso comportamento que, por sua vez, leva a uma nova maneira de agir, culminando numa transformação radical. Mas tudo isso só ocorre quando o que pensamos traduz realmente o que sentimos.

Uma pessoa pode se esforçar por manter o pensamento positivo e assim lograr êxito em seus objetivos. No entanto, isso só ocorre porque tal individuo conseguiu internalizar isso de maneira efetiva. Via de regra, qualquer criação consistente, apesar de ter origem na mente, só pode ser efetivada mediante um processo interno que exige uma completa autoaceitação daquilo que se deseja.

O verdadeiro centro de poder dentro de nós está abaixo da linha do raciocínio lógico e dedutivo. Na verdade, somos resultantes de uma complexa teia de eventos inter-relacionados que se formaram ao longo de nossa vida, no nível inconsciente. E, só seremos capazes de mudar o que somos quando alteramos essa essência mais profunda.

Ao mudar de forma consciente e metódica os pensamentos, poderemos até sentir uma sensível melhora em nossa vida. No entanto, sem uma alteração radical e definitiva no nível inconsciente, logo estaremos nos autossabotando, refazendo novamente o elo de ligação com aquilo que está escrito de maneira indelével no inconsciente. Isso ocorre porque o padrão que temos gravado ao longo dos anos lá dentro sempre prevalece sobre o poder do pensamento trivial.

Vivemos numa batalha interior muito grande. De um lado, desejamos mais amor, felicidade, prosperidade e paz. Por outro lado, trazemos desde a infância sentimentos inconscientes de mágoa, tristeza, não merecimento e inquietação.

Aquilo que está plantado lá no fundo é muito poderoso e sufoca qualquer tentativa de mudança embasada apenas no esforço mental. Enquanto não houver uma reestruturação emocional profunda, viveremos mergulhados em um mar de ondas agitadas que nos jogam para lá e para cá.

A mudança efetiva, eficiente e duradoura requer muito trabalho mental, aliado a uma dura batalha interna visando a alteração da consciência. É necessário persistência para derrubar os tabus, preconceitos, medos e hábitos que trazemos na alma. Isso requer uma luta diária no sentido de se tornar uma pessoa melhor.

A grande batalha celestial descrita de forma alegórica em muitos compêndios esotéricos é na verdade uma luta interna entre você e você mesmo. Essa briga é intensa e a vitória pode ser custosa, mas saiba que isso é algo que tem que ser feito. Não existe caminho para o crescimento pessoal que não passe por esse campo de batalha interno. Somente mortificando aquilo que não desejamos na essência poderemos nos tornar naquilo que almejamos ser.

Faça como o Batman. Encare seus medos de frente e você será um campeão. Isso porque terá vencido a maior e mais importante de todas as lutas: a batalha do bem contra o mal dentro de si mesmo. Em tempo; não se esqueça de utilizar os obstáculos e dificuldades do caminho como objetos de aprendizagem. Assim, você os transforma em degraus para o seu crescimento pessoal.

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Author: Francisco Ferreira, O Aprendiz

Francisco Ferreira, o Aprendiz, é terapeuta formado pelo Instituto Nefesh, Pós Graduado em Filosofia e Sociologia, com formação em PNL, Coaching, TFT, Cinesiologia Aplicada, EFT, Barômetro Emocional, dentre outros. Tem doze livros publicados, escreveu mais de quinhentos artigos de autoaperfeiçoamento e criou quinze métodos de desenvolvimento pessoal.

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