A compaixão

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Se não eu, quem será por mim? Se não agora, quando?
RABINO HILLEL

Uma das experiências mais importantes da minha vida aconteceu quando eu tinha 6 anos. Morávamos em Illinois, próximo a campos cobertos por milharais. Lembro-me de certa noite estar fora de casa, olhando para a água da chuva empoçada nos sulcos deixados pelos tratores. Depois olhei para nossa casa. Eu estava triste e melancólico por causa da raiva que havia lá dentro. Luzes cintilavam nos morros distantes – lares de outras famílias, talvez mais felizes.

Hoje, já adulto, consigo reconhecer que meus pais eram pessoas boas e carinhosas enfrentando suas próprias dificuldades, e que, em muitos aspectos, minha infância foi afortunada. Meu pai tinha um emprego ruim e minha mãe vivia muito ocupada cuidando de mim e da minha irmã. Não me recordo do que aconteceu em nossa casa naquela noite. Pode ter sido uma discussão comum. Mas eu me lembro como se fosse ontem, de compreender que me importava comigo mesmo. Eu estava me sentindo péssimo e queria me ajudar a me sentir melhor.

Muitos anos depois, aprendi que aquilo era compaixão – o reconhecimento da dor e o desejo de aliviá-la –, algo que podemos oferecer tanto a nós mesmos quanto aos outros.

Lembro-me claramente de perceber que cabia a mim enfrentar o que viesse pela frente e buscar aquelas luzes, aquelas pessoas e aquela felicidade maior. Eu amava meus pais e não estava contra eles, mas estava a meu favor. Estava determinado – o mais determinado que uma criança ou mesmo um adulto pode estar – a ter a melhor vida
possível.

Meu caminho de bem-estar começou com a compaixão, como acontece com a maioria das pessoas.

A compaixão por si mesmo é fundamental, pois, se você não se importar com o que sente nem estiver disposto a fazer algo para melhorar, qualquer esforço para se tornar mais feliz e resiliente será em vão.

A compaixão é algo suave e forte ao mesmo tempo. Alguns estudos mostram que, quando sentimos compaixão, as áreas de planejamento motor do cérebro se preparam para a ação.

A compaixão é um recurso psicológico, uma potencialidade interior.

Trecho do livro: O poder da resiliência, de Rick Hanson e Forrest Hanson. Acesse o livro completo clicando na imagem abaixo.

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