A Chave Para a Libertação

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Você pode até achar absurdo o que vou dizer agora, mas se for capaz de entender, terá encontrado a chave para a sua libertação.

A filosofia cristã prega a libertação através do amor e do perdão. Mas é muito raro achar um cristão que entende e segue essa prática. Isso porque os relacionamentos interpessoais trazem dissabores difíceis de engolir e, diante de mentiras, traições e falsidades, as pessoas ficam com a mente carregada de rancor e colhem os frutos amargos disso. Pois bem! Comigo não é diferente. Tenho que conviver diariamente com pessoas dos mais variados níveis de vibração e isso também me afeta.

Contarei a seguir uma experiência pessoal conflituosa e a maneira como lidei com ela, sob o ponto de vista das Leis Universais, à luz do ho’oponopono, uma prática havaiana milenar de cura e libertação.

Há alguns anos atrás, trabalhei numa organização onde, como em qualquer outro lugar, havia pessoas mais elevadas e outras, nem tanto. Por ironia do destino, fui levado a trabalhar em parceria com um rapaz um tanto estranho, absolutamente avesso às minhas concepções de mundo.

No começo, tudo ia bem, até eu começar a perceber ações negativas executadas pelo mesmo no sentido de prejudicar seus desafetos. Acontece que o cara era expert na área de tecnologia e, adquirindo conhecimentos sobre a rede de computadores da organização, montou uma estação servidora de onde obtinha o controle de todos os usuários.

A partir daí, ao invés de utilizar todo conhecimento adquirido para enobrecer seus talentos, fazia uso do mesmo para prejudicar pessoas e causar problemas onde lhe aprouvesse. Quando não, fazia-o simplesmente para simular um defeito e, posteriormente solucioná-lo para obter respeito e admiração.

Não existe crime perfeito. Não sou tão expert na área de tecnologia, mas meu filho é um profissional de TI excepcional. Bastou que ele me desse todas as coordenadas para que eu tivesse tudo em mãos.

Os históricos das invasões, as conversas comprometedoras com garotas de programa via MSN e outros crimes que certamente levariam o referido rapaz a, no mínimo, perder o emprego.

Obviamente, sei que eu deveria tomar medidas para erradicar esse mal pela raiz, mas, por certo comodismo diante das dificuldades que viria a enfrentar, preferi o silêncio. Paguei caro por isso. Em pouco tempo, sentindo a minha atitude fria e neutra e o meu distanciamento, o referido indivíduo passou a me atacar.

Muitas vezes, vi meu computador ser invadido e minha rede sofrer blackout. Mas isso não foi o pior. O mais difícil foi sobreviver e sair intacto das ofensivas feitas por ele, em comunhão com alguns aliados, coniventes com suas práticas vis. Assim, comprovei na prática, a duras penas, que quem cala consente.

Diante dos fatos, resolvi juntar as provas que tinha em mãos e colocar toda aquela situação em pratos limpos, revelando a todos aquele câncer sutil que crescia e prejudicava toda a organização.

Por sorte, minha e do rapaz em questão, enquanto estava trabalhando nesse sentido, tive contato com uma filosofia haitiana de cura e libertação chamada Ho’ oponopono. Através de tal prática, pude compreender a verdadeira natureza do amor e do perdão.

Obviamente, não desculpei, nem ignorei as ações nefastas do rapaz, mas criei um labirinto emocional entre nós que fez com que uma readequação natural entrasse em ação propiciando os meios para dissolver tudo o que nos unia, por conseguinte a minha libertação e liberação emocional com relação a ele.

Ao invés de combater o mal do lado de fora, preferi eliminá-lo dentro de mim e confiar o resto do processo a uma ação silenciosa, perfeita e poderosa da Providência Divina.

O amor e o perdão por mim praticado mostrou-me o caminho para a libertação proporcionando uma solução pacífica, infinitamente melhor que qualquer ação meramente ordinária. Obviamente, o sucesso no caso, ocorreu quando descobri que o segredo não estava em amar ou perdoar meu agressor, mas amar e perdoar a mim mesmo por ter me permitido experimentar, em algum nível do meu ser, aquela situação negativa.

Eureka! A paz começa comigo!

Eureka! A paz termina comigo!

Eu não preciso mudar o mundo, apenas transformar-me em algo produtor de energia boa.

Descobri que não preciso me afastar ou me livrar das pessoas de má índole, pois tudo aquilo a que resisto, só persiste.

Compreendi através do ho’oponopono o significado oculto, absolutamente maravilhoso das palavras ditas por Jesus Cristo: “Não resistais ao mal”.

Você pode até achar absurdo o que vou dizer agora, mas sendo capaz de entender, terá encontrado a chave para a sua libertação. É o seguinte: Somos responsáveis por tudo o que aparece em nossa experiência. Apesar de não estar no controle, por absoluta falta de conhecimento das Leis Universais, inconscientemente atraímos tudo o que vivenciamos. E, como nunca iremos obter o domínio total sobre as coisas devido às nossas limitações, compete-nos tomar uma atitude de entrega confiante à Divindade que tudo sabe e tudo pode.

Diante das mais de quinze milhões de informações que nos bombardeiam a cada instante, temos capacidade de filtrar e assimilar apenas cerca de, no máximo, quinze mil. Isso é nada diante da grandeza a que somos apresentados. Portanto, somente através da entrega, da liberação, da libertação e da reverência à Divindade dentro de nós é que obteremos alívio, poder, inspiração e solução para nossos problemas.

Antes de concluir este artigo, gostaria de frisar que o entendimento da proposta maravilhosa do ho’oponopono requer estudos mais profundos. Procure artigos na internet e leia livros sobre o tema. Indico sem medo de errar o livro Limite Zero, de um autor americano chamado Joe Vitale. Vale a pena ler.

Sempre que você se deparar com alguma situação negativa, experimente meditar sobre a oração havaiana transcrita abaixo, base do ho’ oponopono. Com a atenção voltada para a Divindade presente em seu interior, diga em voz alta:

“Divino criador, pai, mãe, filho como um só… Se eu, a minha família, os meus parentes e os meus ancestrais ofendemos a ti, tua família, teus parentes e teus ancestrais em pensamentos, palavras, realizações e ações desde o início da criação até o presente, pedimos o teu perdão… Permita que isto limpe, purifique, libere, interrompa todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas, e transmute essas energias indesejáveis em uma luz pura… E está feito.”

Em seguida, repita estas quatro declarações várias vezes, dirigindo-as ao Divino dentro de você.

“Eu te amo.”

“Sinto muito.”

“Por favor, me perdoa.”

“Obrigado.”

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Author: Francisco Ferreira, O Aprendiz

Francisco Ferreira, o Aprendiz, é terapeuta formado pelo Instituto Nefesh, Pós Graduado em Filosofia e Sociologia, com formação em PNL, Coaching, TFT, Cinesiologia Aplicada, EFT, Barômetro Emocional, dentre outros. Tem doze livros publicados, escreveu mais de quinhentos artigos de autoaperfeiçoamento e criou quinze métodos de desenvolvimento pessoal.

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