A Autoaceitação Amplia Sua Força Interior

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A autoaceitação mental e emocional nos torna plenos enquanto que a não aceitação do nosso lado sombrio nos divide, fazendo com que haja uma luta interna muito prejudicial.

Os sentimentos negativos são contagiantes. Sempre que algo de ruim nos envolve e chega ao nível do sentimento, um efeito borboleta reverbera em nossa essência, criando mais e mais disso. Isso se deve ao fato de que toda e qualquer emoção negativa desencadeia um diálogo mental que alimenta à negatividade fazendo o mal crescer em nós e no mundo. Isso decorre do fato de que a nossa mente é dedutiva e sempre alimenta o que sentimos na alma através da criação de um diálogo interno que analisa, pondera, prevê e faz projeções, embasado nos sentimentos dominantes.

As nossas divagações mentais negativas tem efeitos cumulativo. Crescem e transformam-se em elementos poderosos, interferindo no processo criativo, tornando-nos vítimas de um ciclo interminável de sofrimento e experiências desagradáveis. Assim, criamos uma auto sabotagem mental no nível da emoção. E isso é algo difícil de ser aniquilado porque cria uma janela no inconsciente fazendo com que nos tornemos vulneráveis à armadilha do ego, que usa nossos sentimentos negativos para criar mais e mais daquilo que não queremos experimentar.

Contrariando o preceito básico da Lei da Atração que consiste em desviar o foco do que não queremos para algo que desejamos, gostaria de salientar que, muitas vezes, precisamos aceitar os sentimentos negativos que criamos ao longo da nossa existência. A não aceitação do nosso lado sombrio pode criar uma resistência interior que bloqueia totalmente o bem que almejamos. Então, devemos aprender a cultivar a autoaceitação. Ao invés de entrar em conflito com as emoções negativas, precisamos aceita-las como uma parte de nós.

A autoaceitação gera um estado emocional extremamente poderoso porque dissipa os conflitos provocados pela tentativa frustrada de lutar contra o que não gostamos em nós mesmos. Quando nos aceitamos como somos, desfazemos o ciclo vicioso das emoções negativas e nos tornamos aptos a iniciar o processo da readequação emocional.

O segredo da vida plena está na autoaceitação. Ao se tornar capaz de fazer um autoexame crítico de si mesmo, desprovido de qualquer sentimento de negação, você se torna capaz de identificar sua sombra, tomando-a como aliada no processo da reestruturação mental e emocional.

O segredo é aprender a lidar com nossas falhas, reconhecendo-as como uma parte importante no processo do autoconhecimento a que estamos condicionados neste plano da existência.

O espectro sombrio representado por nossos vícios, medos, defeitos e erros pode nos ajudar quando nos tornamos capazes de reconhecê-los como aliados e não como inimigos. O mundo em que vivemos é dual e nosso crescimento depende sempre do conflito entre os opostos. Calor e frio, prazer e dor, alegria e tristeza são as extremidades que definem o meio propício para encontrar o equilíbrio.

Somos todos aprendizes. Ninguém nasce sabendo. O sofrimento e a dor reforçam e valorizam a grandiosidade do bom e do belo. Portanto, aprendamos com nossos erros e acertos, aceitando ambos como parte imprescindível no processo do nosso crescimento pessoal.

O primeiro passo para executar, com êxito, a mudança que você quer, precisa e merece está na autoaceitação. Isso significa assumir a sua condição atual, sem reservas, sabendo que, apesar de ser o que é, você pode mudar isso para melhor.

Há alguns anos trabalhei dando suporte a uma grande rede de computadores baseada em Linux, um sistema operacional livre de patente e com código fonte liberado para alterações por parte dos usuários. Assim, visando conhecer melhor o sistema, procurei uma versão mais amigável na internet e encontrei o Linux Ubuntu. O nome era feio, mas o negócio funcionava perfeitamente e era bem compatível com os periféricos que eu precisava instalar na rede. Curioso, pesquisei o significado da palavra “Ubuntu” e descobri que o termo, de origem africana, significa mais ou menos o seguinte: “sou o que sou porque somos o que somos”.

Diante do paradigma em que me encontrava na época, buscando o autoconhecimento, isso caiu como uma luva para meu conceito pessoal, o que me levou a ponderar na época sobre o poder da autoaceitação. Dessa análise surgiram determinadas divagações pessoais que transcrevo a seguir:

“Sou o que sou porque somos o que somos. Não sou maior, mas também não aceito ser diminuído pelos demais e/ou por meus próprios preconceitos. Não sou perfeito, mas também reconheço que jamais existiu alguém que tenha atingido a perfeição durante o curto período de uma existência. Não sou bom por inteiro, mas também tenho certeza de que homem santo, no sentido exato do termo, simplesmente não existe. Somos todos iguais em termos genéricos, mas diferentes na essência. Por isso, aceito o outro como ele é, sabendo que a diferença é a base e a razão da existência humana. Se o Criador de todas as coisas desejasse que todos fossem iguais, jamais teria criado o universo porque bastaria olhar a si mesmo e contemplar sua própria grandeza”.

A autoaceitação gera uma vida plena, Aprendiz.

Aceite o mundo como ele é e contribua para torná-lo melhor da única forma possível ao seu alcance: mudando você. A mudança, à nível global, depende da evolução lenta e gradual da humanidade, como um todo. Mas, você pode apressar esse processo simplesmente fazendo a sua parte. Mude você!

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Author: Francisco Ferreira, O Aprendiz

Francisco Ferreira, o Aprendiz, é terapeuta formado pelo Instituto Nefesh, Pós Graduado em Filosofia e Sociologia, com formação em PNL, Coaching, TFT, Cinesiologia Aplicada, EFT, Barômetro Emocional, dentre outros. Tem doze livros publicados, escreveu mais de quinhentos artigos de autoaperfeiçoamento e criou quinze métodos de desenvolvimento pessoal.

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