Academia do Aprendiz

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Categoria: Contos do Aprendiz

Série de contos de motivação e autoajuda selecionados pelo Aprendiz

A arte de resolver conflitos

O trem atravessava sacolejando os subúrbios de Tóquio numa modorrenta tarde de primavera.

Um dos vagões estava quase vazio: apenas algumas mulheres e idosos e um jovem lutador de Aikidô.

O jovem olhava, distraído, pela janela, a monotonia das casas sempre iguais e dos arbustos cobertos de poeira.

Chegando a uma estação as portas se abriram e, de repente, a quietude foi rompida por um homem que entrou cambaleando, gritando com violência palavras sem nexo.

Era um homem forte, com roupas de operário. Estava bêbado e imundo.

Aos berros, empurrou uma mulher que carregava um bebê ao colo e ela caiu sobre uma poltrona vazia. Felizmente nada aconteceu ao bebê.

O operário furioso agarrou a haste de metal no meio do vagão e tentou arranca-la. Dava para ver que uma das suas mãos estava ferida Continue lendo...

O candelabro de ferro

Havia uma vez uma pobre viúva que estava à janela de sua casa quando viu aproximar-se a pé um humilde dervixe. Parecia cansado acima dos limites suportáveis, e seu manto de remendos estava coberto de fuligem. Era evidente que necessitava de ajuda. Correndo à rua, a mulher exclamou:
– Nobre dervixe, sei que sois um dos Eleitos, mas há ocasiões em que pessoas tão insignificantes como eu podem ser úteis aos Buscadores da Verdade. Aproxime-se e repouse em minha casa.
Afinal, não se diz comumente: “Quem ajuda aos Amigos, será ajudado, e quem os prejudica, deparará com obstáculos, embora não se saiba como nem quando isso acontecerá?”
– Obrigado, boa mulher – disse o dervixe.
Entrou na humilde casa da viúva onde, após uns poucos Continue lendo...

O debate

Em alguns templos Zen japoneses, existe uma antiga tradição: se um monge errante conseguir vencer um dos monges residentes num debate sobre budismo, poderá pernoitar no templo. Caso contrário terá de ir embora.
Havia um templo assim no norte do Japão dirigido por dois irmãos. O mais velho era muito culto e o mais novo, pelo contrário, era tolo e tinha apenas um olho.
Uma noite, um monge errante foi pedir alojamento a eles. O irmão mais velho estava muito cansado, pois havia estudado por muitas horas; assim, pediu ao mais novo que fosse debater:
“Solicite que o dialogo seja em silêncio”, disse o mais velho.
Pouco depois, o viajante voltou e disse ao irmão mais velho:
“Que homem maravilhoso é seu irmão.
Venceu brilhantemente Continue lendo...

O homem que seguia seus sonhos

Nasci na casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro. Como foi um parto bastante complicado, minha mãe me consagrou ao santo, pedindo que me ajudasse a viver. José passou a ser uma referência para a minha vida, e desde 1987, ano seguinte à minha peregrinação a Santiago de Compostela, dou uma festa em sua homenagem, no dia 19 de março. Convido amigos, pessoas trabalhadoras e honestas, e antes do jantar, rezamos por todos aqueles que procuram manter a dignidade no que fazem. Oramos também pelos que se encontram desempregados, sem nenhuma perspectiva para o futuro.
Na pequena introdução que faço antes da prece, costumo lembrar que, das cinco vezes que a palavra “sonho” aparece no Novo Testamento, quatro se referem a José, o carpinteiro. Em todos estes casos, ela está Continue lendo...

Os Sete Pecados Capitais

Certo dia um casal ao chegar do trabalho encontrou algumas pessoas dentro de sua casa. Achando que eram ladrões ficaram assustados, mas um homem forte e saudável, com corpo de halterofilista disse:
– Calma pessoal, nós somos velhos conhecidos e estamos em toda parte do mundo.
– Mas quem são vocês? – pergunta a mulher.
– Eu sou a Preguiça! – responde o homem másculo – Estamos aqui para que vocês escolham um de nós para sair definitivamente da vida de vocês.
– Como pode você ser a preguiça se tem um corpo de atleta que vive malhando e praticando esportes? – indagou a mulher.
– A preguiça é forte como um touro e pesa toneladas nos ombros dos preguiçosos, com ela ninguém pode chegar a ser um Continue lendo...

Consertando o Mundo

Um cientista muito preocupado com os problemas do mundo passava dias em seu laboratório, tentando encontrar meios de minorá-los.
Certo dia, seu filho de 7 anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou fazer o filho brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível removê-lo, procurou algo que pudesse distrair a criança. De repente, deparou-se com o mapa do mundo. Estava ali o que procurava. Recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:
– Você gosta de quebra-cabeça? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está ele todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Mas faça tudo sozinho!
Pelos seus cálculos, a criança levaria dias Continue lendo...

Ecos do Eu

Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda.
O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.
O pneu da seu carro furou.
A serra elétrica quebrou.
Cortou o dedo.
E ao final do dia, o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa.
Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família.
Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.
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Será que o mal existe?

Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:
– Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente:
– “Sim, fez!”
– Deus fez tudo, mesmo?
– Sim, professor – respondeu o jovem.
O professor replicou:
– Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal. O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse:
– Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
– Sem dúvida, respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
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O Mestre e o Aprendiz

– “Beto, meu nome é Frank.”
– “Como o senhor sabe o meu nome?” perguntei atônito.
– “Seu nome? Ora, sei mais sobre você que sua própria mãe!” disse ele.
Fitei-o por mais alguns momentos, como que duvidando da petulância daquele sujeito que sorria para mim de forma enigmática.
– “Beto, sei que você fez parte de diversos grupos de malucos, sei também que andou evocando Anjos e Demônios de toda espécie – e sei também que você chegou no fim da linha.”
– “Cheguei no fim da linha?” indaguei, sabendo a resposta.
– “Sim, chegou. É hora de voltar ao princípio, de voltar a aprender a respirar, a comer, a viver. Como um bebezinho. É hora de Continue lendo...

Amor de Mãe

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:

– Dizem-me que estarei sendo enviado à terra amanhã… Como vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?

E Deus disse:

– Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você.

Criança:

– Mas diga-me: Aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?
Deus:

– Seu anjo cantará e sorrirá para você… a cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.

Criança:

– Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?

Deus:

– Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.

Criança:

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O Paraíso

Uma vez um homem estava viajando e, acidentalmente, entrou no paraíso. E no conceito indiano de paraíso existem árvores-dos-desejos.
Você simplesmente se senta debaixo delas, deseja qualquer coisa e imediatamente seu desejo é realizado, não há intervalo entre o desejo e sua realização.
O homem estava cansado, e pegou no sono sob a árvore-dos-desejos.Quando despertou, estava com muita fome, então disse: “Estou com tanta fome, desejaria poder conseguir alguma comida de algum lugar”.
E imediatamente apareceu comida vinda do nada – simplesmente uma deliciosa comida flutuando no ar. Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde a comida viera quando se está com fome, não se é filósofo. Começou a comer imediatamente, a comida era Continue lendo...

Lilico

Era uma vez um menino esperto, inteligente e carinhoso chamado Lilico.

Sua mãe, uma negra bonita e trabalhadeira estava muito orgulhosa em matricular seu filho querido na escola de seu bairro. Sempre que saía para trabalhar, admirava a beleza  e a imponência do edifício e sonhava  com o dia em que seu filho pudesse frequentar a  escola junto com outros meninos  da vizinhança.

No primeiro dia de aula Lilico chegou ansioso, estava todo arrumado com sua bolsa e o uniforme novo. Estava emocionado com a possibilidade de poder fazer novos amigos e ter uma professora que lhe ensinasse a ler e escrever, pois seus pais lhe disseram que era o jeito que as pessoas tinham para melhorar de vida.

Já na fila, um menino deu um empurrão  para lhe tomar o lugar, uma funcionária viu a agressão e Continue lendo...

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