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O Poder das Emoções Segundo a Ciência

Agora você pode ouvir todos os artigos da Academia do Aprendiz através do player abaixo.

No início dessa semana recebi de uma Aprendiz, seguidora das minhas postagens no site, um post muito interessante que confirma, de modo científico, tudo o que venho escrevendo há anos, no que se refere ao poder transformador das emoções positivas.

Segundo o artigo, cujo link disponibilizo no final dessa análise, pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, comprovam como as nossas emoções influenciam poderosamente na forma de como nos relacionamos com os outros e com o mundo que nos cerca.

Vejamos uma síntese do que esse estudo revela:

Nosso cérebro é formado por pequenas células chamadas neurônios que se comunicam com o resto do corpo através de ramificações nervosas. Uma teia complexa de conexões denominada rede neural.

Analisando apenas o conceito fisiológico da vida, os estudiosos de Stanford chegaram a conclusão de que os neurônios são responsáveis por tudo o que vivenciamos. Assim sendo, concluem que nesse emaranhado de conexões neurais, estão registradas todas as nossas experiências, memórias e pensamentos.

Segundo o documentário elaborado pelos pesquisadores supramencionados, nosso cérebro constrói conceitos e, por conseguinte, crenças, costumes e hábitos, através de uma memória associativa que se inter-relaciona com aquilo que pensamos e sentimos. Dessa forma, ao sentirmos ódio ou qualquer outra sensação de natureza negativa, acabamos por fixar em nossa rede neural, registros maléficos que nos tornam viciados em sentimentos negativos. Resultado? Doenças, sofrimento, angústia e tristeza.

Ainda segundo o estudo, o hipotálamo, parte do cérebro que regula nossas atividades autônomas, possui uma estrutura química capaz de gravar as emoções que sentimos. Ali, cada sentimento possui uma química própria, uma para o ódio, outra para a melancolia, outra para o medo, outra para a autocomiseração e assim por diante.

Um fato importante revelado pelo documentário elaborado pelos estudiosos de Stanford confirma tudo o que venho dizendo há anos: o nosso cérebro não distingue o que é real e o que é imaginário.  O presente e o passado também se confundem no reino das emoções registradas pela mente. Em suma, esse estudo vem confirmar que é possível mudar significativamente a nossa experiência de vida através de uma alteração radical no padrão dos nossos pensamentos e sentimentos habituais.

Veja que frase reveladora da autora  do post: “Quando você repete alguma coisa por muito tempo, os neurônios se conectam e criam uma relação diária com aquelas emoções. Ou seja, se você diariamente se irrita, ou se sente vítima das situações, o seu cérebro se liga às células chamadas identidade e automaticamente responde sempre da mesma maneira.”

O bom disso tudo é saber que é possível e viável mudar esses registros químicos do cérebro a partir de uma alteração no padrão mental e emocional. Isso se faz, inicialmente, interrompendo o ciclo vicioso dos nossos pensamentos negativos. Com persistência e determinação nesse sentido, podemos começar a produzir uma nova resposta química para o nosso corpo e assim, desconectar padrões neurais nocivos de longa data.

Ao passar a produzir bons sentimentos, a partir da adoção de uma postura mental positiva, iniciamos o processo de confecção de novos circuitos neurais, em consonância com o bem-estar que pode ser capaz de revitalizar nosso corpo, trazendo mais energia, vitalidade, coragem, alegria, entusiasmo, contentamento e prazer de viver.

A autora do post que serviu de base para essa análise, a Psicóloga Marley Christian T. da Costa, afirma, com muita sabedoria e propriedade, que o nosso cérebro possui uma capacidade de reorganização chamada plasticidade neural. Essa propriedade faz com que nos tornemos aptos a criar conexões neurais benéficas a todo o momento, a partir da produção de novas respostas emocionais embasadas em padrões mentais positivos.

Há um trecho bastante marcante do artigo que tomo a liberdade de reproduzir a seguir:

Todos nós “somos viciados em emoções”, tendemos a repetir e repetir as mesmas emoções. “Sentimos a obrigação de confirmar quem somos e como é nossa personalidade”, ou seja, “tenho que ser assim”, “tenho que responder assim”, ou “eu sou assim”. O inteligente emocional é aquele que vê em cada pensamento a oportunidade de fazer diferente, de criar novos caminhos.

Dito isso, creio que não preciso me estender nessa análise embasada em preceitos científicos que vêm confirmar o fantástico poder do pensamento e da emoção.

Para ler o artigo base dessa minha análise pessoal na integra, clique aqui.


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2 Comments

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  1. José F. S. - Cruz das Almas - Bahia

    É Francisco. A ciencia vem confirmar com atraso aquilo que já sabemos faz tempo. Parabéns pela clareza como vc escreve, amigo.

  2. Abel Nunes Garcia

    Ainda não tinha pensado por esse lado. Acho que talvez seja isso mesmo. gostei do que eu li.

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